Review MacBook Pro M2 2022: Chip novo, design antigo

Bom, a Apple basicamente colocou uma CPU de 2022 em um notebook de 2016. (Não que ele seja ruim!)

A princípio não vamos nos importar com os resultados que o novo MacBook Pro obteve nos testes de benchmarks, vamos falar sobre isso mais adiante.

Sabemos que parece estranho dizer isso, mas se você é um usuário aficionado por testes e resultados de benchmarks e gosta de fazer comparações e ver o quão relevantes as pontuações são, você não deve comprar este MacBook.

Vamos explorar um pouco o mercado atual de Macbooks. Este Macbook Pro tem exatamente o mesmo chassi do MacBook Pro M1 de 13 polegadas que foi lançado lá em 2020 (que já utilizava um design que remete a 2016). É a mesma tela de 2560 x 1600, o mesmo Magic Keyboard, as mesmas duas portas Thunderbolt, a mesma Touch Bar e os mesmos lados levemente afilados.

Review MacBook Pro M2

Lembre-se de todos aqueles novos recursos de design (tecnicamente antigos), como portas HDMI, slots SDXC e carregamento MagSafe que a Apple colocou nos modelos MacBook Pro lançados no final de 2021? Pois é, nenhum deles está aqui. Nem o sofisticado display Mini LED ou a Webcam 1080p atualizada.

Basicamente, houve apenas uma mudança feita no MacBook Pro a partir de 2020: ele tem um novo processador. (Ok, então a Apple também adicionou uma opção de memória de 24 GB (que não é nem um pouco barata), os alto-falantes agora suportam Spatial Audio, o conector tem “suporte avançado para fones de ouvido de alta impedância” e o adaptador é seis watts mais potente…)

Como o M1, o M2 usa o silício ARM personalizado da Apple. Ele tem mais transistores que o M1, mais largura de banda de memória e um mecanismo de mídia atualizado, além de núcleos de GPU adicionais (10, contra os 8 do M1). É um novo chip no que é, neste momento, um chassi antigo.

O MacBook Pro M2 de 13 polegadas custa a partir de US$ 1.299,00. Por este preço base, você obtém uma CPU de oito núcleos com uma GPU de 10 núcleos, 8 GB de memória unificada e 256 GB de armazenamento SSD.

Se você estiver disposto a pagar ou pouco mais, pode comprar o modelo com 16 GB de memória unificada e 512 GB de armazenamento. Esse modelo custa US$ 1.999,00. Há também um modelo disponível com 1 TB de armazenamento.

A CPU M1 Pro também possui mais núcleos orientados ao desempenho, enquanto o M2 possui núcleos mais eficientes destinados a prolongar a vida útil da bateria (até porque quando for preciso trocá-la, não ficará nada barato).

Vamos falar mais adiante sobre os benchmarks, agora vamos estragar um pouco da surpresa: como já era de se esperar o chip M1 é superior ao M2 na maioria dos testes!

Inclusive está próximo de dobrar a sua pontuação em alguns dos testes de benchmarks usuais – em outros tem mais que o dobro de desempenho. Embora o novo MacBook Pro M2 seja mais barato que o seu irmão mais novo, quem utiliza o dispositivo para trabalho pode ir de M1 tranquilamente.

Por este motivo, o público alvo do MacBook M2 não são pessoas que exportam trabalhos do Premiere o tempo todo. O público alvo é, pelo menos ao nosso ver, pessoas do cotidiano – que passa o dia produzindo conteúdo para a web, Google Docs, Planilhas, Slack, dentre outras atividades corriqueiras sem um uso pesado e constante.

O MacBook Pro M1 é um exagero para o que a maioria precisa e mais do que podem estar dispostos a gastar. Mas ocasionalmente para quem precisa fazer trabalhos no Photoshop, Lightroom e Audition (além de alguns jogos ocasionais), o seu irmão mais novo com o chip M2 está de bom tamanho.

O MacBook Air com o chip M2 está chegando em breve, os preços serão praticamente os mesmos. Mas ao contrário do MacBook Pro, o Air recebeu uma grande reformulação e inclui todos os recursos novos – incluindo novas cores, uma tela maior, uma webcam de 1080 p e, especialmente, a conector MagSafe.

A questão de saber se você deve comprar este MacBook Pro é, francamente, não uma que possamos responder até sabermos o quão bom será o próximo MacBook Air. O que podemos dizer até agora é que o desempenho do M2 e que tipos de vantagens ele tem sobre o M1.

Em resumo: O M2 é rápido e eficiente. O M1 também é rápido e eficiente.

O MacBook Pro 2022 pode suportar cargas pesadas de trabalho por longos períodos de tempo. Sua pontuação no Cinebench de 30 minutos foi na verdade um pouco maior do que sua pontuação no Cinebench de 10 minutos, o que não é algo que vemos o tempo todo.

Os resultados também foram os mesmos, independentemente do dispositivo estar, ou não, ligado a fonte de energia, o que raramente vemos nos testes realizados com notebooks Windows.

E embora a existência de um sistema de resfriamento ativo (cooler) seja o que tradicionalmente diferencia as linhas Pro e Air, o cooler é bem silencioso mesmo quando o dispositivo estava rodando jogos.

Na verdade estas mesmas qualidades estavam lá no MacBook M1: Basicamente apenas foram continuadas.

E como ele se saiu nos benchmarks? Nos resultados de CPU – Geekbench, Cinebench, Benchmark Xcode, etc – os resultados que foram obtidos são um pouco melhores que o M1. Em testes de GPU, incluindo alguns jogos, os resultados são substancialmente melhores, o que resultou em uma performance melhor nos jogos.

O M2 superou o M1 Pro mais caro nos benchmarks de núcleo único que foram executados, o que já impressiona. O que indica que embora o M1 Pro tenha mais núcleos que o M2, esses núcleos não são tão fortes quanto os núcleos de energia do M2, quando testados individualmente).

Mas também é um bom presságio para as variantes do M2 Pro, Max e Ultra que presumivelmente veremos mais adiante;  eles provavelmente virão com melhorias de velocidade de núcleo único em relação aos predecessores baseados em M1.

Por hora observe: O progresso tecnológico foi feito. No entanto, para quem estressa regularmente o produto com trabalhos pesados, é melhor comprar o M1 Pro ao invés do seu irmão mais novo.

O mais importante é como o M2 se comporta nos tipos de tarefas para as quais o M1 Pro é um exagero. Vamos ver o que os resultados demonstraram utilizando o M2 MacBook Pro e o M1 MacBook Pro lado a lado em tarefas diárias.

Em alguns casos o chip M2 levou uma experiência tecnicamente mais rápida. Um desses casos foi no Google Docs. O M2 foi visivelmente mais rápido, em alguns segundos. para abrir um Google Doc de 350 páginas.

As planilhas com centenas de linhas também foram visivelmente mais rápidas para abrir no M2, e o MacBook mais recente também foi mais rápido para alternar entre guias e executar cálculos.

O MacBook de 2022 também foi melhor em jogos (embora possamos dizer ele serve apenas para mostrar as melhorias gráficas que a Apple fez – não compre um MacBook para jogar).

O MacBook anterior executou o benchmark Shadow of the Tomb Raider em uma média de 20fps, enquanto o dispositivo M2 teve uma média de 29fps, o que está próximo de um ganho de 50% no desempenho. Esse tipo de diferença podemos notar ao observar os testes.

Houveram alguns casos que não foi possível notar esta diferença. A experiência no Photoshop, com a saturação retirada e alguns filtros básicos, foi praticamente a mesma nos dois dispositivos. Com o Lightroom foi a mesma coisa.

Os resultados no Premiere Pro foram mistos. O M2 superou o M1 no benchmark Puget Systems para o Premiere Pro, que testa a reprodução ao vivo, bem como no desempenho de exportação. Na verdade, não foi possível notar uma diferença considerável no tempo de exportação quando os dois laptops estiveram lado a lado – O M1 terminou em primeiro lugar na maioria dos casos porque o M2 apresentou alguns gargalos leves em determinados gráficos.

Mas não se prenda a esses detalhes, já que o software poderá ser melhorado para o novo chip e a diferença não foi tão grande assim.

Agora há uma maneira pela qual o MacBook Pro M2 tem uma vantagem significativa sobre as máquinas mais caras: a duração da bateria. Este M2 MacBook Pro não morre. Em outros testes acompanhados, sempre é necessário conectar o dispositivo na fonte de energia durante os testes de benchmark.

Devemos ser sinceros: O novo MacBook 2022 é uma opção tentadora para que ainda não adquiriu o modelo anterior e precisa de um aparelho com o chip ARM da Apple. Principalmente se você passa muito tempo utilizando para trabalho e demais tarefas. Neste caso, a bateria será um fator crucial na hora de decidir pela compra, seja de um equipamento Apple ou marcas concorrentes que rodam Windows.

Mas voltamos a lembrar que o Air está a caminho e, segundo a Apple, poderá ter até 18 horas de uso contínuo longe das tomadas, contra as 20 horas prometidas pelo Pro.

Sem dúvidas o M2 é um chip impressionante e mais rápido que o M1. A principal vantagem que ele tem sobre o M1 Pro (além do seu preço mais baixo é uma ligeira vantagem em tarefas de núcleo único) é a duração da bateria. Isso sem dúvidas é um grande benefício.

Agora vamos a pergunta que não quer calar: Vale a pena comprar um MacBook Pro M2?

Se você procura algo para trabalho, precisa de desempenho e não abre mão de uma bateria duradoura, a resposta é sim. Supondo que você ainda esteja com um MacBook Intel e está a procura de um upgrade, o salto para o M2 será gigantesco.

Inclusive não vale a pena comparar um MacBook M2 com os antigos com processadores Intel. Você terá todos os benefícios do M1, além de desempenho extra e vida útil da bateria. As mensagens de erros do Rosetta e vários programas sendo incompatíveis foram amplamente eliminadas ao logo desses 2 anos de lançamento do chip ARM da Apple.

Agora se você puder esperar mais um pouco, melhor aguardar o MacBook Air M2. Ele trará uma série de benefícios que o Pro não tem. Claro que poderá ter também algumas desvantagens, mas por enquanto isso é algo desconhecido.

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